Friday, July 07, 2006

Trajecto de sonhos


Angoche, Julho de 2006

8 Comments:

Anonymous melosilva@sapo.pt said...

É tão óbvio que adoras a tua terra!
Fotografias explicitas,de momento escolhido, mas não deixam de ser belas. Embora a a realidade antes da praia não seja, TALVEZ, tão bela.O estomago da gente, não está ácido?
Sou um quebra prazeres,enfim!

11:53 PM  
Blogger Nkhululeko said...

Alô Carlos, há várias realidades, algumas das quais bastante feias até. Há também naturalmente coisas encantadoras que fazem pensar que é o melhor lugar do mundo. Os trajectos de sonhos que se fazem ajudam a cortar a acidez de que falas. O mar e a praia são alguns dos poucos caminhos que restam...e por isso muito importantes.
Um abraço.

12:10 PM  
Anonymous Cássia said...

Nenhuma mazela há de perdurar em tão paradisíaco lugar

11:11 PM  
Anonymous melosilva@sapo.pt said...

Ao contrário André! Peco sempre por uma máxima do meu pai que me dizia na adolescência: não há democracia com o estomago vazio. Isto em 65 na Colónia. Não o quero comparar a Mandela, outro velho, mas príncipe e simples: não há democracia sem água potável!, sem transportes, sem electricidade, o resto vem por si. A praia tem que regredir fotográficamente á aldeia, tal como nos corajosos e infelizes pescadores portugueses que vendem por X , e é vendido X ao cubo. Compro pargo na minha praia por 10 Euros, um exploração!, mas no Carrefour pedem-me 60!!!!São 15 Kms.
Que fazer?

11:35 PM  
Blogger Mangue said...

Outra questão é a visão etnocêntirca de beleza e desenvolvimento. Não se sabe por que cargas d'água a fome/riqueza é calculada em n dólares por dia. Não surpreende que a beleza também tenha sido "monetarizada". Pior, que até nós passamos a ver com naturalidade esse mimetismo.

6:47 PM  
Blogger Nkhululeko said...

Caro Carlos,
no caso de Angoche, não aldeia sem praia/mar. Como se diz por lá, «o mar é a nossa machamba». O que me parece importante realçar é que as pessoas lutam todos os dias e matam a fome, contra as maiores adversidades dos tempos. Não há financiamentos externos nem internos, não há ONGs, não há «projectos», não há especialistas (eu diria «felizmente», mas não falo por ninguém). Apenas foco um trajecto através do qual se cumprem alguns sonhos, incluindo o de matar a fome. Quanto ao resto, já deu para perceber que proponho medidas radicais…

Olá Cássia, verdadeiramente lindo! Também tenho essa esperança. Bj.

Alô Mangue, estás convidado. Em Agosto volto lá. Um abraço.

7:00 PM  
Blogger Madalena said...

Foto tão bonita, André!
EStive a ler os comentários que no caso deste post dão uma informação muito grande. O mar é a nossa machamba! Beijo

2:32 AM  
Blogger Nkhululeko said...

Bj, Madalena. Quando é que vens?

12:07 AM  

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