Tuesday, February 21, 2006

Sentidos da liberdade

As convencionais apologias do livre arbítrio impõem-nos o dever de optar. Mas por vezes a vida coloca freios às prelecções sobre a liberdade de escolha. A angústia de ter que escolher pode ser uma dolorosa experiência de violência. A verdadeira liberdade pode residir na senda de cenários permanentemente recompostos, com avanços, regressos e recomeços apaixonados, sem que se questione o sentido de cada caminho. Estar in between talvez também seja um imperativo ontológico...

6 Comments:

Anonymous djenné said...

Não creio que seja um imperativo ontológico mas um impulso da nossa imaginação. Não é que isto que disse faça muito sentido, mas este post estava descomentado que de repente tive vontade de ir no nkhuleiko a saber daquilo que ele pensa e não lhe apetece dizer.

1:29 AM  
Blogger Nkhululeko said...

Penso que o ser humano está demasiadamente formatado...

10:36 AM  
Anonymous djenné said...

nkhululeko (desta vez não enganei no nome): a liberdade então está no desformatar? porque estar in between, não é formato?

3:23 PM  
Blogger Nkhululeko said...

Alô Djenné :) :)...
Que cada um encontre os sentidos das suas (des)formatações, sem apriorismos reducionistas. Não é surpreendente que a vida nos ofereça possibilidades mais amplas...

4:11 PM  
Anonymous Cecily said...

"Dor verdadeira
tem sempre outros contornos."
in Inseparação, José Craveirinha

2:59 PM  
Blogger Nkhululeko said...

«Agora tremo/ E agora choro/ Como um homem treme/Como chora um homem!», in Um Homem Nunca Chora, José Craveirinha.

4:25 PM  

Post a Comment

<< Home